segunda-feira, 3 de agosto de 2026


Minhas palavras que antes
eram entregues, hoje eu recolho.
Cada letra, cada tentativa.
Não por vergonha, nem por não confiar,
mas porque meus sentimentos te assustam.
Minha intensidade te dá medo, é natural.
Eu super entendo. 
Quase ninguém sabe lidar
com alguém que sente tudo por inteiro.
Cada insistência absurdamente chata... eu sei.
Estou me retirando, e isso tá me doendo.
Mas uma hora vai passar. 
Tem que passar.
Não quero ser a chata que gosta de você.
Já entendi que estamos em linhas diferentes,
e, por mais que eu desejasse um encontro,
algumas linhas nasceram apenas 
para seguir paralelas.
Então guardo o que era meu.
Não porque deixei de sentir,
mas porque aprendi que 
sentimento também é silêncio
quando não encontra morada.
Se um dia você lembrar de mim,
espero que não seja pelas 
vezes em que insisti,
mas pela coragem que tive 
de sentir sem esconder.
E, quando essa saudade 
finalmente aprender meu nome,
ela também há de aprender 
o caminho da partida.


Figueira .

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