Eu escrevo muito bem
aquilo que não sei falar.
Posso ficar em silêncio,
mas nas letras vou me derramar.
Em cada verso que componho,
deixo a alma transbordar.
Infelizmente não controlo
esse jeito de me expressar.
Nem espero que entendam
o que insiste em me habitar.
Podem julgar meus excessos,
ou até se assustar.
Mas ainda não encontrei
outro jeito de sentir,
pois é na tinta dos meus versos
que eu consigo existir.
Figueira.
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