Deixei as portas abertas
Me deparei com uma convidada
Deixei que ela entrasse
Então, convidei a saudade
pra tomar um café forte,
acabamos falando sobre você.
Não preciso que aprove
minhas saudades insistentes
Nem que force sua
memória afetada a lembrar de mim
Talvez um dia , quem sabe,
se reconheça nas minhas linhas
Ou talvez só se pergunte se é pra você.
Minhas páginas em brancos
Encharcada de palavras não ditas
Foram preenchidas com detalhes teus
Detalhes que me fascinam
que transbordam do peito.
Você rir, e algo em mim rir também
Como posso explicar teus trejeitos
E gostar de cada um deles
Você diz que fala demais. eu adoro
porque tua voz é um dos meus sons favoritos
Algumas pessoas carregam
uma constelação no olhar
Eu enxerguei um universo
de estrelas nos teus olhos castanhos.
Enxerguei aquilo que você
tenta esconder de si
Aquilo que não tá exposto pra todos.
Por fim, entre tantas conversas
O café já havia esfriado
mas chegamos a conclusão
que você é uma coleção perigosa
de todas as minhas coisas favoritas.
Figueira.
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