Por longos anos me cobrei,
tinha receio de não ser aquilo
que os outros esperavam de mim.
Passei anos dependente de pessoas
da opinião delas sobre minha vida.
Até que que eu caí em si
E pude enxergar que sou a única responsável
pelo que sou , pelo que sinto
e por tudo que quero ser.
Sem medos , sem receios.
Tô longe de ser a melhor pessoa do mundo
De ser a mais simpática ,
a mais bem humorada ,
longe de ser a perfeitinha.
Eu tenho minhas dores ,
mas escolho não mostrar e muito menos
direcioná-las as pessoas que não
tem nada com isso.
Muitas vezes as recolhi ,
pra ser ombro de alguém que estivesse precisando.
Tenho meus momentos de seriedade,
mas ainda sim consigo arrancar
o sorriso de alguém , não sei como faço isso,
não me pergunte.
Tenho muita empatia pelos outros ,
tento olhar sempre por outro lado.
Por mais que, confesso ,muitas vezes
não tenho esse olhar pra mim mesma.
Mas tento só fazer pros outros aquilo
que eu queria que fizessem para mim.
E não faço esperando isso em troca ,
tudo bem se só eu tiver sido ombro.
Tenho um jeito meio grosso ,
mas meu coração é grandemente gentil.
Pois levo comigo a seguinte frase:
" a gente só pode oferecer aquilo que têm"
Nunca iremos saber de verdade
o que o outro rata sentindo , enfrentando .
Então seja gentil, acolha , só escute
Sem julgamentos, sem apontar o dedo.
Não importa o que as pessoas são pra mim
Importa o que eu posso ser pra elas
O que eu posso ser pra mim
Quando não consigo sustentar,
me recolho, fico quieta, me abraço
Eu consigo ser o meu melhor, as vezes falha
E se alguém enxerga isso,
então quer dizer que tô conseguindo
entregar meu melhor por aí .
J. Figueira.
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